A COOPERTINGA foi criada pela necessidade de organização do trabalho desenvolvido, inicialmente por nosso atual Diretor, Gerno Dias Prado, sua esposa e um amigo, Sr. João Pedro, de forma informal. Realizavam - com auxílio de duas carroças - o recolhimento e separação de resíduos e os vendiam aos chamados "ferro velhos" - atravessadores que adquirem os materiais a um valor significamente inferior a
o oferecido pelo mercado. Com espírito empreendedor, Gerno realizou o curso de empreendedorismo do PLANCEC, vindo assim a formalizar a COOPERTINGA, que nasceu com a força e a garra de um grupo de 20 cooperativados, na data de 22 de outubro de 2011. A visão da COOPERTINGA é atuar no mercado nacional e internacional de reciclagem de resíduos sólidos, produção, industrialização e comercialização de materiais, gerando lucro, postos de trabalho, conhecimento e inserção social através de práticas sustentáveis e responsáveis que contribuam com a preservação do meio ambiente e com a qualidade de vida atual e futura, de relacionamentos colaborativos e duradouros. Tem por missão desenvolver e comercializar produtos sustentáveis que possam atender as necessidades das empresas e indivíduos, diminuindo os impactos ambientais, gerando trabalho e renda provenientes dessas atividades, reconhecimento e respeito entre fornecedor, cliente e consumidor. O trabalho desenvolvido na COOPERTINGA contribui atualmente para o sustento de seus 23 colaboradores, sendo dezessete mulheres e seis homens. Cabe destacar que dois deles foram resgatados do mundo das drogas e acolhidos pelo grupo da Cooperativa, e tem neste ambiente - através de um convívio saudável com os demais cooperadores, que interagem como uma família em todos os momentos da vida de seus membros - um espaço de ocupação para as suas mentes. Atualmente a COOPERTINGA trabalha com resíduos sólidos gerados no Município de Porto Alegre, na região extremo sul da cidade, sendo contemplado pela logística do sistema publico, o DMLU. No entanto, a região, pela sua densidade demográfica, ocupação territorial e atividades desenvolvidas, é considerada área rural, produzindo consequentemente, materiais pobres e de baixo valor comercial. Soma-se a isso dois outros fatores: a presença de muitos catadores, carrinheiros e carroceiros de rua - não cooperados - que coletam antes do caminhão da coleta seletiva; e o baixo grau de consciência e educação ambiental da população, que descarta os resíduos de forma inconsciente, dificultando assim a chegada deste material a unidade de triagem da Cooperativa.