Ferrovias Do Brasil

Ferrovias Do Brasil A falta de ferrovias é um atestado de burrice estratégica de uma sucessão de governos.
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Brasil tem apenas três linhas de trens para passageiros
Setor ferroviário, que chegou a transportar 100 milhões de pessoas por ano, levou 1,5 milhão em 2005 em viagens de longa distância

Em decadência, meio de transporte tem linhas que talvez não existissem se não fosse por obrigação contratual pós-privatização

ANTÔNIO GOIS
ELIVRA LOBATO
DA SUCURSAL DO RIO

Para um meio que, na década de 50, ch

egou a transportar mais de 100 milhões de passageiros por ano, é desolador constatar que hoje, no Brasil, há somente três linhas de trem fazendo a condução regular de pessoas em trechos de longa distância. Apesar das recentes discussões para a retomada de algumas linhas como forma de desafogar os aeroportos e estradas, os dados do Anuário Estatístico dos Transportes Terrestres mostram que o processo de definhamento do transporte ferroviário, iniciado na década de 50, continua em curso. Em 1996, eram 4,3 milhões de passageiros por ano. Em 2005, foram só 1,5 milhão. Hoje, contam-se nos dedos os trens de passageiros que trafegam pelo país, embora o Regulamento dos Transportes Ferroviários -aprovado por decreto do ex-presidente FHC e assinado antes do processo de desestatização do setor em 1996- determine, no artigo 34, que esse tipo de composição tem "prioridade de circulação sobre os demais". Das três linhas hoje em funcionamento, as duas mais importantes talvez nem sequer existissem se não houvesse a obrigação contratual, por parte da Companhia Vale do Rio Doce, de mantê-las em operação. Essa imposição consta do contrato de concessão assinado na privatização da empresa, em 1997, e determina que ela mantenha o transporte de passageiros nas estradas de ferro Vitória a Minas -que liga Vitória a Belo Horizonte- e Carajás -que vai de São Luís (MA) a Carajás (PA). No entanto, por ser uma mineradora, e não uma empresa de transportes, a Vale deixa claro que não tem interesse em desenvolver novas linhas. A terceira linha regular em funcionamento é a Serra Verde, que liga Curitiba a Paranaguá (PR), mas ela é explorada principalmente com fins turísticos e transporta só 130 mil passageiros por ano, segundo a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Histórico
Para especialistas ouvidos pela Folha, a troca de trens por carros fazia sentido na década de 50 e foi uma tendência mundial num momento em que ter automóvel era sinônimo de progresso e liberdade. O professor de engenharia de transportes da Coppe/UFRJ Hostilio Ratton Neto diz que o fortalecimento da indústria automobilística casava-se também com o interesse do governo Juscelino Kubitschek (1956-61) de intensificar a industrialização do país. "A forma mais rápida para fazer isso era atrair uma indústria que precisasse de outras para se desenvolver, como a automobilística. Naquela época, o sistema ferroviário era caro, suas vias eram antigas e outros meios de transporte, como o carro e o avião, eram mais vantajosos, até porque o petróleo era muito barato", diz Neto. A falta de investimentos públicos na malha ferroviária brasileira continuou nos governos que sucederam o de JK e prejudicou não só o transporte de passageiros mas também o de cargas, que sempre foi a principal finalidade desse meio. Em 1996, a solução encontrada pelo governo FHC para retomar os investimentos no setor foi conceder linhas públicas para que a iniciativa privada pudesse recuperar o transporte de cargas. Não se tratou, contudo, do transporte de passageiros. Apenas foi exigido das empresas que cedessem espaço em suas linhas a operadores que viessem a se interessar pelo negócio. Para o ex-ministro dos Transportes Alcides José Saldanha, que ocupou o cargo de agosto de 1996 a maio de 1997, a decisão foi acertada porque, como o transporte de passageiro estava sucateado, não havia interessados em sua exploração. Ele defende, no entanto, uma rediscussão dos contratos. ""Imaginávamos que a revitalização do transporte de cargas permitiria desenvolver também o de passageiros. Se isso tivesse acontecido, o apagão aéreo não teria o impacto que teve. Talvez tenha sido um erro arrendar as linhas apenas para o transporte de carga. Hoje, acho que os contratos de concessão devem ser reavaliados e rediscutidos para tornar possível a volta do trem de passageiro em condições de conforto." Paulo Henrique do Nascimento, consultor e presidente do Movimento Nacional Amigos do Trem, critica a prioridade dada à carga. ""Os trens de passageiros, após a privatização, tinham que parar para os de carga passar. Sou testemunha disso. Em 1997, faltando apenas dez minutos para chegar à estação, fiquei duas horas esperando um trem de carga passar num cruzamento", diz. Odacir Klein, ministro dos Transportes que antecedeu Saldanha, diz que "a situação estaria muito pior sem a desestatização" e que "não se pode culpá-la pelo fim dos trens de passageiros". Para Rodrigo Vilaça, diretor-executivo da ANTF, associação que representa as concessionárias do setor, não houve má vontade das ferrovias: "Faltaram projetos consistentes que fossem aprovados pela agência reguladora e colocados em prática. O contrato de concessão nunca foi para transporte de passageiros, mas para carga".

24/08/2026

CRÉDITOS. \ Fiorio
Pontilhão do sartuno, Cachoeiro do Itapemirim Espírito Santo.



21/08/2026

—— 🚂🚃🚃🚃💨 O trem mais difícil do mundo, visto do outro lado da montanha. 🇪🇨 Acompanhando todo o percurso durante aquele famoso trajeto em zigue-zague, no Nariz do Diabo. 👿 . . . . . 🇪🇨

21/08/2026

Logística
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Quem acompanha a gente já sabe: manobrar um trem não tem nada a ver com dirigir um carro, né? 👀​

Hoje, você vai passar um dia de trabalho com o João Pedro, manobrador de trens aqui na MRS. 🚂​

Uma rotina que exige atenção total às regras e procedimentos para garantir segurança e eficiência em cada movimento. Afinal, é por meio dos vagões que transportamos diferentes tipos de cargas dos nossos clientes e ajudamos a movimentar o Brasil. ​

E aí, gostou? Conta pra gente: você já sabia como funciona a manobra de trens? 💛​



: O vídeo mostra um dia de trabalho de João Pedro, manobrador de trens da MRS. Ele aparece no vídeo de uniforme completo e equipamentos de segurança, em um cenário com locomotivas. João Pedro desempenha suas funções de conferência e acoplagem dos vagões. O vídeo finaliza com a logo da MRS.

21/08/2026


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Explicação sobre a utilização do sistema locotrol no controle de uma ou mais locomotivas espalhadas ao longo da composição. No vídeo conhecemos o smart display de uma AC44i utilizado para configurar e controlar através do locotrol as outras locomotivas.
Para quem quiser saber como funciona o sistema, tem um destaque com o nome Locotrol que explica sobre ele.

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21/08/2026

Barker —— Aprecie a visão e o som da Locomotiva a v***r 2102 ganhando velocidade na subida ao sair de Pittston. 13 de junho de 2026
***r ***r Reading and Northern Railroad – Transporte de Passageiros

21/08/2026

O Chemin de Fer Touristique du Sud des Ardennes (CFTSA) é um trem histórico na França que percorre cerca de 8 km pela paisagem rural de Attigny e Amagne-Lucquy, na região de Grande Leste. Operado por voluntários, o passeio utiliza antigos automotores clássicos dos anos 1950 ( Como os modelosX 4719 e X 3800), como os modelos Picasso, margeando o vale do rio Aisne.

20/08/2026

Logística
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Tem gente que sonha com esse escritório desde criança. 🚄

O Ulisses Lotério é maquinista da MRS e topou receber o Diogo Kling, da nossa área de Comunicação, para um dia de trabalho na cabine. Spoiler: não é só puxar a alavanca e sair viajando pela paisagem.

No caminho, o Ulisses mostrou os equipamentos que ele acompanha o tempo todo, explicou o que cada comando faz e deixou uma orientação de segurança importante pra todos nós.

Já pensou em ser maquinista? Conta pra gente nos comentários 👇




Nas primeiras cenas, um homem de óculos escuros, capacete branco com logo da MRS, camisa azul de mangas curtas com faixas refletivas amarelas, crachá em cordão colorido e calça cinza caminha às margens da via, sorrindo e gesticulando. Ao fundo, uma locomotiva azul-escura com grafismo amarelo da MRS e vegetação verde. Em letras brancas na parte inferior, o texto "Diogo Kling — Assessor de Imprensa MRS". Em seguida, ele aparece ao lado de um homem de capacete amarelo, camisa azul-clara com faixas refletivas laranja e branca, calça jeans e botas pretas de borracha; os dois caminham juntos pela grama ao lado da locomotiva, com a legenda "Ulisses Lotério — Maquinista MRS". Nas cenas seguintes, dentro da cabine, o maquinista aparece sentado no posto de comando, usando protetor auricular laranja, falando e olhando para a via enquanto a paisagem verde passa desfocada pelas janelas. Há também um plano fechado do painel de controle: uma tela digital preta com gráficos coloridos e indicação de velocidade, alavancas e manetes pretas, e as mãos do maquinista operando os comandos. Ao final, entram cenas de pessoas atravessando os trilhos de forma imprudente.

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20/08/2026


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A partir do distrito de Guaraúna, a centenária Estrada de Ferro Itararé-Uruguai, se despede dos campos gerais do Paraná, rumo a caminhos desafiadores para as velhas locomotivas G22-U, cheio de subidas e descidas, até chegar ao seu antigo entroncamento com o ramal de Guarapuava, em Engenheiro Gutierrez, já na cidade de Irati, Paraná.

O trem da Rumo passando em meio as belas plantações desta região é hipnotizante, contrastando com os contêineres brancos, que deixa um verdadeiro rastro em meio aos campos.

Endereço

São Paulo, SP

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