01/04/2026
Neste 1º de abril de 2026, resolvemos fazer um post diferente do que normalmente rola nas redes: ao invés de criar uma mentira nova, vamos relembrar uma mentira real que foi marcante para os usuários do transporte soteropolitano, principalmente para quem utiliza as linhas da Bacia C.
O ano de 2021 foi quando a antiga concessionária Salvador Norte vivenciou seus últimos meses de operação na capital baiana, após 6 anos de contrato com o município para operar a Bacia C, que contemplava as linhas da orla e do centro da cidade.
Em seus momentos finais, a operação dessas linhas passou por constantes mudanças. O ponto alto foi a atuação direta da Prefeitura no serviço prestado, utilizando os veículos e funcionários da empresa, que já não apresentava mais condições mínimas de manter a operação regular por conta própria.
Com a situação insustentável, a Prefeitura anunciou que faria uma nova licitação emergencial da bacia, após já ter decidido romper o contrato com a CSN. Essa licitação, de fato, chegou a ser publicada no site da Secretaria de Mobilidade por diversas vezes, mas sempre acabava sendo cancelada devido a irregularidades.
Após diversas tentativas, a última deu indícios de avanço. Porém, o prefeito da capital veio a público momentos depois alegar que as empresas interessadas não apresentaram condições suficientes para assumir a bacia e, por isso, a licitação emergencial seria cancelada mais uma vez.
No fim, ele anunciou que a operação “emergencial” da bacia ficaria por conta das outras duas empresas restantes no sistema, que passaram a dividir as linhas entre si e chegaram a adquirir mais de 150 veículos para tentar amenizar a ausência dos cerca de 300 que operavam pela CSN. E foi o que aconteceu.
Hoje, 5 anos depois, já está mais do que claro que a operação “emergencial” se tornou definitiva, e que o sistema se adaptou à sua nova divisão. A própria Bacia C sequer existe mais, sendo chamada de “Área Simultânea” pelas operadoras — o que, na prática, reflete bem a realidade. Há bairros, como a Boca do Rio, que já não têm praticamente nada do sistema original da licitação de 2015.
E, infelizmente, isso não é uma mentira de 1º de abril.
📸 Rodrigo