29/08/2021
A adequação dos condomínios na pandemia. Novos usos, novos costumes.
Ao ser pensado o empreendimento denominado condomínio, seus idealizadores o planejam de tal modo que os usos de suas áreas privativas e comuns serão posteriormente utilizados.
Analisando diversos empreendimentos imobiliários as tendências, anteriormente à pandemia e mesmo a decretação de calamidade pública nacional, ocorrida a partir de março de 2020, verificamos que a tendência era a de “condomínios clube”, com ampla concentração de serviços no próprio empreendimento.
Já nas tendências anteriores os denominados condomínios mistos, em que sua construção levava em consideração o uso final, mas a gestão é única. Assim, no âmbito dos prédios exclusivamente residenciais não se admitia a prática de outras atividades que não fosse a de ali residir, vedando qualquer outro tipo de ação humana.
A partir da pandemia, com a necessidade de se distanciar e as diversas normas extracondominiais, decretadas pelas autoridades públicas, os usos tiveram que ser revistos.
O impacto inicial foi enorme.
Com efeito, uma edificação pensada para moradia não poderia, em princípio, acolher outras atividades. Os síndicos e gestores condominiais tiveram que lidar com essa nova realidade, a fim de adequar todas as necessidades e, dentro da racionalidade, ouvindo a coletividade, chegar a um denominador comum.
A conclusão que podemos ter nesse turbilhão de emoções e incompreensões mútuas é de que embora sejamos carentes da presença de outros seres ao nosso redor, na família, nos negócios e na vida, ainda temos que caminhar muito para que possamos exercer a empatia, a solidariedade e a compreensão de que somos um só.
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