22/06/2026
Olival em sebe no mediterraneo
Quais as principais pragas que o afectam
Nas instalações de olival em sebe ou superintensivo, as principais pragas que afetam a cultura são a mosca-da-azeitona, conhecida cientificamente como Bactrocera oleae, que é reconhecidamente a praga mais importante na bacia do Mediterrâneo e causa prejuízos significativos ao perfurar os frutos e provocar a queda das azeitonas antes da colheita, além de elevar a acidez do azeite produzido. A traça-da-oliveira, Prays oleae, é a segunda praga mais grave, cujas larvas atacam folhas, flores e frutos ao longo de três gerações anuais, reduzindo consideravelmente a produtividade do olival.
Além destas duas pragas principais, destaca-se a cochonilha-preta da oliveira, que se alimenta da seiva da planta e produz uma substância açucarada que favorece o desenvolvimento de fungos negros (fumagina) nas folhas, reduzindo a capacidade fotossintética. A euzófera do olival, Euzophera pinguis, é outra praga relevante que ataca os ramos e a casca, causando a secagem de brotos e ramos secundários, especialmente em áreas de alta densidade. A algodão da oliveira, Euphyllura olivina, é uma praga secundária mas comum em sistemas superintensivos, que excreta substâncias brancas e algodonosas nas folhas, também favorecendo a fumagina e dificultando a fotossíntese.
No sistema superintensivo, as alterações no padrão de crescimento das oliveiras, devido à alta densidade de plantas e à formação de sebe fechada, estimulam a reemergência de pragas secundárias e patógenos invasores, criando um microclima mais úmido e reduzido que favorece o desenvolvimento de insetos. A colheita mecanizada com máquinas straddle também pode ferir os frutos, tornando-os mais vulneráveis à infestação da mosca-da-azeitona. O monitoramento constante e a proteção integrada com insetos benéficos são essenciais para o controle dessas pragas, já que a alta densidade de plantas exige tratamentos mais frequentes e precisos para evitar perdas significativas na produção de azeite.