03/10/2026
Tem um bairro em Bruxelas que consegue ser belga, brasileiro, Art Nouveau e boêmio ao mesmo tempo.
Ele se chama Saint-Gilles. 🇧🇪🇧🇷
Com apenas 2,53 km² e quase 49 mil habitantes, é uma das 19 comunas de Bruxelas e uma das mais cosmopolitas. Quase metade dos moradores são estrangeiros, e a comunidade brasileira faz parte dessa mistura que você sente na rua.
Mas o que me faz voltar sempre é a arquitetura.
Saint-Gilles cresceu no auge da Art Nouveau. Aqui você encontra obras de Victor Horta, Paul Hankar e Jules Brunfaut em cada esquina. Não é museu, é a rua mesmo.
Minhas 2 paradas obrigatórias:
✨ Maison Hannon - na Avenue de la Jonction 1. Construída em 1902 pelo Brunfaut para o casal Hannon, com uma estética onírica surreal. Foi abandonada, quase demolida e hoje é um dos museus Art Nouveau mais lindos da cidade.
✨ Maison Horta - sim, o Museu Horta f**a aqui. A casa-atelier do próprio Victor Horta.
E depois você termina no coração do bairro:
📍 Parvis de Saint-Gilles
Mercado quase diário desde 1865, terraços lotados, brasseries tradicionais do lado de restaurantes do mundo todo. É pra sentar sem pressa e ver Bruxelas acontecer.
Curiosidade que quase ninguém te conta: no início do século passado, Saint-Gilles era lotado de ateliês de artistas e escultores. Essa vibe criativa e boêmia não nasceu ontem, ela está na história do lugar.
É belga na essência, brasileiro no acolhimento, Art Nouveau nos detalhes e boêmio na atmosfera. Por isso eu amo.
Você já conhecia Saint-Gilles ou vai entrar na sua lista da próxima vez na Bélgica?
Salva esse carrossel pra não esquecer e manda pra quem vai vir pra cá com você.
Dica BraBel: vai a pé do Parvis até a Maison Hannon, olhando pra cima. É o melhor tour gratuito de Art Nouveau de Bruxelas.