13/10/2026
A planta não consome a mesma vazão o dia todo, e essa é a conta que quase nunca entra no dimensionamento.
Montamos o exercício com curva real: mínimo de 3.500 m³/h de madrugada e pico de 7.133 m³/h no turno cheio — uma variação de aproximadamente 50% entre um extremo e outro.
O compressor centrífugo é imbatível na carga de base. Na curva usada aqui, de um P400-600 a 7 barg em condições de site de 35 °C, 92 metros de altitude e 75% de umidade, ele entrega de 3.500 a 5.007 m³/h consumindo de 335 a 415 kW. O IGV modula a vazão nessa faixa, que vai de cerca de 70% a 100% da capacidade. Abaixo desse piso, a máquina entra em alívio: energia gasta sem ar entregue. E a tentação de resolver com um centrífugo maior tem efeito contrário — quanto maior a máquina, mais alto o piso e mais horas por dia ela passa aliviando.
A modulação resolve por cima. Um parafuso com inversor cobre de 750 a 2.502 m³/h com 250 kW, acompanha a demanda e desliga quando não precisa, que é justamente o regime de partida e parada frequente em que o centrífugo é ruim. Juntos somam 7.509 m³/h de capacidade instalada, com o pico dimensionado 5% abaixo disso.
Aqui entra a decisão que mais gera dúvida: esse parafuso pode ser lubrificado ou isento de óleo, e isso depende do que o processo exige. Se a planta não tem requisito de ar isento de óleo, o lubrificado resolve e custa menos. Se há Classe 0 no ponto de uso, o parafuso de modulação também precisa ser isento — a certificação ISO 8573-1 é do sistema, não da máquina isolada, e basta uma máquina lubrificada no anel para a rede inteira perder a classe. No estudo deste carrossel usamos um parafuso isento de óleo com refrigeração por água, e a Classe 0 se mantém dos dois lados.