29/07/2026
Um estudo da Qive revelou que o Brasil movimentou 34,2 trilhões de quilos de mercadorias entre janeiro de 2024 e dezembro de 2025. Nesse período, foram emitidos 194,2 milhões de Conhecimentos de Transporte Eletrônico (CTes), gerando aproximadamente R$ 211 bilhões em fretes e R$ 14,2 bilhões em arrecadação de ICMS.
O varejo liderou o número de operações, com 52,1 milhões de CTes, impulsionado pelo grande volume de entregas de menor valor, registrando ticket médio de cerca de R$ 1,5 mil por frete. Já os setores de energia e agronegócio apresentaram os maiores tickets médios, de R$ 11,47 mil e R$ 5,4 mil, respectivamente, devido às operações de longa distância e maior valor agregado.
A pesquisa também confirmou a forte concentração da logística na região Sudeste. O estado de São Paulo foi responsável por 56,6% de todos os CTes emitidos no país, com destaque para o polo logístico formado por Cajamar, Guarulhos, Barueri e Sumaré, região que concentra centros de distribuição de transportadoras e marketplaces.
Outro ponto destacado foi o impacto da Reforma Tributária sobre a logística nacional. Com a substituição gradual do ICMS pelo IBS e CBS, prevista para avançar a partir de agosto de 2026, a definição da localização dos centros de distribuição deixará de ser influenciada por incentivos fiscais e passará a priorizar fatores como distância, infraestrutura rodoviária e tempo de entrega. A expectativa é que essa mudança torne a logística brasileira mais eficiente, aproximando os centros de distribuição dos mercados consumidores.
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Fonte e mais informação: mundologistica.com.br