31/08/2022
O uso de colhedoras de forragem autopropelidas com rolos processadores de grãos tem-se tornado uma prática comum no Brasil devido à crescente disponibilidade de empresas prestadoras de serviços terceirizados, à necessidade do aumento da eficiência da utilização do amido, à janela de corte relativamente curta dos híbridos de milho, à oportunidade de colher a planta mais tardiamente (2/3 da linha do leite e 35 a 38% de matéria seca) e à necessidade de fibra longa como forma preventiva de evitar a acidose ruminal e obter longevidade em vacas leiteiras.
Nutricionalmente, a silagem de milho é uma forragem rica em energia devido ao amido contido nos grãos. A colheita do milho com colhedoras de forragem autopropelidas com rolos processadores (em boas condições de manutenção) pode aumentar o grau de processamento dos grãos da forragem e também reduzir o impacto da presença da matriz proteica (prolaminas) que envolve os grânulos de amido, além de determinar o acesso de amilases de origem microbiana e do animal ao substrato, afetando a digestibilidade do amido no rúmen e no trato digestivo total.
No processamento da forragem de milho para ensilagem objetiva-se obter alta efetividade da fibra (Fibra longa; < 20% de partículas no Fundo do Separador de Partículas da Penn State) e alta digestibilidade do amido (Grãos processados; < 10 grãos intactos/500 g de silagem), plausível de se obter com colhedoras autopropelidas. Contudo, a maioria das fazendas brasileiras ainda depende de colhedoras tracionadas por trator, pois existem várias limitações operacionais para utilizar colhedoras autopropelidas, especialmente nas fazendas produtoras de leite.
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