14/01/2026
Após mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) foi aprovado na sexta-feira, 9 de janeiro, pelo Conselho da EU. Com a previsão de ser assinado no dia 17 em Assunção, Paraguai, o tratado estabelece as bases da maior zona de livre comércio do mundo, envolvendo cerca de 700 milhões de pessoas.
📍 O que muda com o acordo?
▶️ Eliminação de tarifas alfandegárias, com a redução gradual de tarifas sobre a maior parte dos bens e serviços.
▶️Mercosul zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos.
▶️União Europeia eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.
▶️ Ganhos imediatos para a indústria, com tarifa zero desde o início para diversos produtos industriais.
⏩Setores beneficiados:
- Máquinas e equipamentos;
- Automóveis e autopeças;
- Produtos químicos;
- Aeronaves e equipamentos de transporte.
▶️Empresas do Mercosul ganham preferência em um mercado de alto poder aquisitivo, com acesso ampliado ao mercado europeu.
▶️ Produtos como carne bovina, frango, arroz, mel, açúcar e etanol terão cotas de importação
▶️ UE poderá reintroduzir tarifas temporariamente se as importações crescerem acima de limites definidos ou os preços ficarem muito abaixo do mercado europeu. Medida vale para cadeias consideradas sensíveis.
▶️Produtos beneficiados pelo acordo não poderão estar ligados a desmatamento ilegal.
▶️UE não flexibiliza padrões sanitários e fitossanitários e produtos importados seguirão regras rígidas de segurança alimentar.
▶️Redução de discriminação regulatória a investidores estrangeiros.
▶️Empresas do Mercosul poderão disputar licitações públicas na UE.
▶️Medidas de facilitação aduaneira e acesso à informação e redução de custos e burocracia para pequenos exportadores.
▶️Impacto para o Brasil:
Potencial de aumento das exportações, especialmente do agro e da indústria;
Maior integração a cadeias globais de valor;
Possível atração de investimentos estrangeiros no médio e longo prazo.
📆 Próximos passos: assinatura oficial prevista para 17 de janeiro no Paraguai, seguida de aprovação nos parlamentos envolvidos antes de entrar em vigor.
Fonte: Agência Brasil