19/03/2024
Assessores de investimentos no Brasil têm duas principais formas de remuneração: fee-based e commission-based. No modelo fee-based, recebem uma taxa fixa com base no patrimônio do cliente, incentivando a rentabilidade.
Entretanto, o modelo mais comum no país é o commission-based, onde ganham uma porcentagem das taxas cobradas pelas corretoras em produtos financeiros. Este modelo, proibido no Reino Unido desde 2013, gera preocupações de conflito de interesse, especialmente em relação aos Certificados de Operações Estruturadas (COEs). O sucesso comercial desses produtos oculta frequentemente relações problemáticas, onde altas remunerações dos assessores não são transparentemente comunicadas aos investidores. COEs, geralmente vendidos com “capital protegido”, podem apresentar baixa liquidez, prendendo o dinheiro até o vencimento e resultando em perdas para os investidores, como ilustrado pelo caso de Jan Arne Helle, que enfrentou falta de transparência e perdas de oportunidade em seu investimento em COEs.
“Vi em uma propaganda da corretora, parecia uma boa oportunidade. Só que o dinheiro ficou travado por três anos e resgatei sem lucro, perdi para a inflação e perdi em oportunidade”, afirma Helle. “Também faltou transparência: não sei o que de fato caiu ou subiu ou qual foi a estratégia deles dentro do COE.”
Na Portfel, adotamos um compromisso sólido com a transparência em nossa estrutura de remuneração. Optamos pelo modelo fee-based, garantindo uma abordagem clara e direta em relação às taxas de nossos serviços. Isso significa que nossa remuneração está alinhada com o sucesso financeiro de nossos clientes, pois é calculada como uma porcentagem do patrimônio investido. Acreditamos que essa abordagem coloca os interesses do cliente em primeiro lugar, promovendo uma relação de confiança e buscando sempre o melhor para o crescimento e a segurança financeira de quem confia em nossos serviços.