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12/08/2026

O chamado Indo-Pacífico está sumindo, enquanto a região Ásia-Pacífico permanece

“Indo-Pacífico”, o termo geopolítico que já foi tão utilizado, está agora sumindo.

Recentemente, o Pentágono dos Estados Unidos anunciou que o “Comando do Indo-Pacífico” voltaria a ser chamado de “Comando do Pacífico”, sua denominação anterior. Sobre isso, o diretor do Instituto Quincy para a Governança Responsável (Quincy Institute for Responsible Statecraft), Sarang Shidore, publicou em julho um artigo no qual afirma que o retorno do nome antigo não é um assunto simples. Ao contrário, representa uma mudança na estratégia dos EUA para a Ásia.

Sarang Shidore lembrou também que, já em novembro de 2025, o governo estadunidense anunciou o rebaixamento do Diálogo de Segurança Quadrilateral, que inclui EUA, Índia, Japão e Austrália, do nível de líderes para o de ministros das Relações Exteriores. Ao mesmo tempo, nas comunicações oficiais dos EUA, o conceito de Indo-Pacífico desapareceu rapidamente.

Isso não é nenhuma surpresa — conceitos alimentados pela ansiedade estratégica estão fadados a oscilar conforme as mudanças nas estratégias, e círculos mantidos por meio de posturas fechadas e autoritárias acabarão sumindo à medida a opinião pública muda.

De fato, nesta região, existe há muito tempo um espaço de abertura, inclusão e prosperidade comum chamado Ásia-Pacífico.

Em 1989, foi criada a Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (APEC). Desde então, este mecanismo vem se desenvolvendo rapidamente porque a APEC carrega o DNA do regionalismo aberto, da autonomia voluntária e do consenso construído por meio de consultas. Sem muros, barreiras ou restrições obrigatórias, economias desenvolvidas e em desenvolvimento sentam-se à mesma mesa, e ninguém precisa provar lealdade a ninguém. Hoje em dia, o PIB dos 21 membros da APEC representa mais de 60% do PIB global.

Depois de Shanghai, em 2001, e Beijing, em 2014, a China recebe a APEC pela terceira vez neste ano. Nos dias 18 e 19 de novembro, a 33ª Reunião Informal de Líderes da APEC, sob o tema “Construir uma comunidade de futuro compartilhado da Ásia-Pacífico e promover a prosperidade comum”, será realizada em Shenzhen, no sul do país.

“Ásia-Pacífico” não é um conceito presente em um relatório estratégico, mas sim a vida, as oportunidades e o futuro compartilhado por bilhões de pessoas.

12/08/2026

Recentemente, acadêmicos internacionais têm questionado os fundamentos econômicos e políticos das narrativas do “China Squeeze” e do “Choque da China”.

Adam Tooze, historiador e professor da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, publicou na plataforma Substack uma coluna intitulada “China Squeeze”: um discurso político baseado em hipóteses contrafactuais. Segundo ele, a tese do “China Squeeze” não parte de uma análise econômica empírica, mas é apenas uma retórica voltada para a mobilização política. Seu objetivo central é transferir para a China a responsabilidade por crises globais complexas e dificuldades de desenvolvimento de diversos países, ao mesmo tempo em que busca deslegitimar o processo de industrialização chinês perante a opinião pública internacional.

Não por acaso, em julho deste ano, Jostein Hauge, economista político da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, publicou o artigo Os problemas da narrativa do “Choque da China 2.0”. Ao analisar a ansiedade hegemônica e os padrões duplos ocidentais, ele aprofunda a crítica a essas narrativas, em sintonia com as conclusões de Adam Tooze.

Hauge aponta que as narrativas ocidentais omitem deliberadamente os múltiplos benefícios que o desenvolvimento industrial da China gerou para o mundo. Desde a integração da China à economia global, consumidores ocidentais foram amplamente favorecidos: os preços dos produtos importados caíram consideravelmente em comparação com os bens não comercializáveis.

Também são pouco considerados os ganhos climáticos associados ao crescimento das exportações chinesas. Atualmente, a China produz 89% dos painéis solares do mundo, 70% das turbinas eólicas, 83% das baterias e 75% dos veículos elétricos. A ascensão do país asiático como potência em energias limpas representa um dos avanços mais relevantes na luta global contra as mudanças climáticas.

No distrito de Awat, na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, no noroeste da China, o cultivo de algodão está passando por ...
12/08/2026

No distrito de Awat, na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, no noroeste da China, o cultivo de algodão está passando por uma transformação da agricultura tradicional para a agricultura inteligente. Os drones que sobrevoam os campos ajudam a aumentar a eficiência e a precisão da produção de algodão, revelando as transformações trazidas pela tecnologia para a agricultura.

12/08/2026

Ao passearem pelo Museu de Qiuci, na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, no noroeste da China, os visitantes se deparam com uma apresentação que remonta a mais de mil anos. Com a melodia de instrumentos antigos e movimentos leves e ágeis de dança, o espetáculo revela um romantismo que atravessa o tempo.

12/08/2026

Recentemente, alguns meios de comunicação e think tanks ocidentais levantaram a chamada teoria do “China Squeeze”, alegando que as exportações das indústrias chinesas de manufatura e de novas energias estão ocupando espaço no mercado global e afetando o processo de industrialização dos países em desenvolvimento.

Em resposta a essa tese, o historiador Adam Tooze, da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, publicou no início deste ano um artigo na plataforma Substack, no qual afirma que a chamada teoria do “China Squeeze” não passa de uma completa farsa.
https://portuguese.cgtn.com/2026/08/12/ARTI1786516443706543

12/08/2026

Marrocos reforçou a segurança nas zonas próximas de Ceuta e Melilla para intercetar potenciais migrantes irregulares, num contexto de apelos nas redes sociais para organizar uma nova entrada em massa nas cidades autónomas espanholas no sábado.

Informações de Lusa.

12/08/2026

Um tribunal da Síria condenou nesta terça-feira (11) o ditador deposto Bashar al-Assad à morte após considerá-lo culpado, em julgamento à revelia, por crimes de guerra e contra a humanidade cometidos durante o conflito civil no país. A sentença é a primeira desse tipo desde que rebeldes assumiram o controle da Síria após derrubarem Assad em dezembro de 2024. Nos últimos meses, juízes começaram a julgar integrantes do antigo regime, tanto de forma presencial quanto à revelia.

Informações de Folha de São Paulo, Metrópoles, O Globo, G1, CNN Brasil, CNN Portugal, RTP, Público, Diário de Notícias, ICL Notícias.

12/08/2026

A Organização Mundial da Saúde defendeu nesta terça-feira o processo baseado em evidências científicas usado para definir os calendários de vacinação infantil, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva destinada a reduzir o número de vacinas recomendadas para crianças no país. Na segunda-feira, Trump assinou uma ordem executiva propondo um calendário de vacinação infantil reduzido a 11 imunizações. Trump afirmou que a medida proporcionaria às crianças dos EUA uma proteção de "padrão-ouro" e alinharia mais estreitamente o país a outras nações desenvolvidas que recomendam menos doses.

Informações de Folha de São Paulo, Agência Brasil.

12/08/2026

O Líbano se tornou nesta terça-feira (11) o primeiro país do Oriente Médio a abolir a pena de morte, após aprovação de nova lei pelo Parlamento. Embora o Líbano não executasse condenados desde 2004, a pena de morte continuava prevista na legislação e era aplicada pelos tribunais em casos de crimes como homicídio, terrorismo e traição. Cerca de 80 pessoas estavam no corredor da morte no país, segundo o The National, jornal em língua inglesa sediado nos Emirados Árabes Unidos.O texto estabelece que crimes cometidos antes da entrada em vigor da lei e que poderiam ser punidos com a pena de morte serão punidos com prisão perpétua e trabalhos forçados.

Informações de Folha de São Paulo.

12/08/2026

A ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis, na sigla em inglês) e outros grupos jurídicos entraram com uma ação nesta terça-feira (11) para bloquear a mais recente tentativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de restringir a cidadania por direito de nascimento. A ofensiva ocorre cinco dias depois de Trump assinar duas ordens executivas sobre o tema. As medidas restringem a cidadania automática para algumas categorias de crianças nascidas nos EUA e ampliam as limitações ao chamado "turismo de nascimento", quando estrangeiras viajam ao país para dar à luz e obter a cidadania para os filhos.

Informações de Folha de São Paulo.

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