04/06/2026
O NOVO AEROPORTO - Localização e Interfaces ?
Recebemos no salão nobre da junta do Lumiar um naipe de verdadeiros conhecedores do tema aeroporto - desde a engenharia e obras públicas , passando pela aeronáutica e terminando nas responsabilidades de governo, colhemos as opiniões de todos os ângulos de análise do projeto do NAL.
Conclusões
- há infraestruturas aeroportuários que podem ser aproveitadas com impacto na redução de custos para o projeto do novo aeroporto;
- há localizações para o NAL que exigem a construção de infraestruturas de acessibilidades de menores dimensões e custos - por ex. não ser necessário construir uma ponte sobre o maior estuário da Europa que seria a maior ponte rodo-ferroviária do mundo com um encargo de cerca de 2,2 mM € mas fazê-la sobre uma zona estreita a montante de todos os principais portos fluviais do rio;
- há infraestruturas de interfaces de transportes e mercadorias que se tiverem espaço e condições próximas poderão poupar os custos dessa construção próximo de um aeroporto noutra localização;
- Ex. se já temos prevista a AV ferroviária em Alverca bem como já existe a Autoestrada e um terminal TIR, estes são custos evitáveis num novo projeto de aeroporto em Alverca.
- Tema determinante será a procura futura por viagens de avião. Aqui, ter em conta 3 factos:
- O aparecimento das empresas de aviação low cost deu um impulso grande;
- O turismo igualmente
- A implementação da AV ferroviária canibalizará as viagens no país e até cerca 600 kms.
- Não se prevê que o turismo continue a crescer ao mesmo ritmo
- As taxas de crescimento da procura futura tenderão a ser menores;
- Contando com os atuais valores previstos de 14,5 mM€ para o aeroporto Luís de Camões e juntando à AV e à ponte ficamos com cerca de 40 mil Milhões de investimento no TOTAL em AV, ponte da TTT no estuário e aeroporto totalmente novo de raiz em Alcochete, mais acessibilidades.
- 40 MIL MILHÕES É UM PESO TREMENDO PARA AS GERAÇÕES FUTURAS PAGAREM - seja com impostos ou com taxas de utilização das concessões.
- As duas pontes atuais sobre o Tejo estão mais que pagas e continuamos com os mesmos valores de portagem por causa dos contratos de concessão - para garantir a manutenção das pontes metade do preço servia.